sábado, 3 de julho de 2010

Esperando o segundo sol chegar...

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Hoje fiz o café um pouco mais quente do que o normal, para assim, ficar observando o céu e ouvindo a melodia que toca constantemente dentro da minha cabeça desde aquele fatídico dia, esperando-o esfriar. Chamei o sol às 05h45 da manhã, ele veio algum tempo depois. Veio meio tímido, entre as nuvens; mas veio. Diferentemente de você, que nunca apareceu. Eu disse 'Olá' (Não em alto e bom som, claro, sou louca mas não quero que o mundo todo saiba disso ainda - quero partilhar minha loucura com os outros, não ficar trancada dentro de um hospicio.), ele só ficou lá, brilhando. Me esqueci por um minuto de você e pensei em como uma pessoa que é o sol de outra(s), se sente. Será que essa pessoa se esforça para brilhar, ou é uma coisa natural? Será que ela sabe que é a razão da outra pessoa estar ali, viva? Será que ela se importa? Fiquei pensando e não cheguei a uma conclusão, afinal tudo o que eu sei é como ficar cega pela luz que os outros emitem. Quase fiquei cega com a tua luminosidade, mas logo me afastei e agora o máximo que faço é pensar em você. Observar de longe. Esperando você partir e o meu segundo sol chegar. Fico pensando se você pensa em se afastar ou se gosta que eu fique na sua órbita. Imagino se você pensa que estou querendo que essa gravidade pare de agir sobre mim, para, aí sim, eu poder cair no desconhecido. Livre. 

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